Minha primeira corrida do ano. Foi meio de surpresa, passei um aperto na hora da inscrição. Na véspera da corrida a gripe me pegou e passei o dia me perguntando se iria ou não. Arrumei minhas coisas na noite anterior, na hora de sair o portão da garagem não abria. Cheguei a pensar, vai ver não deve ir. Mas contrariei a tudo e fui e fiz.
Desde quando comecei a correr, muita gente me perguntava se tinha feito a da Araújo e eu respondia não. Nem sabia da existência dela. E este ano, meu professor me perguntou se eu não iria fazer. Não estava pensando. Na verdade, fiz a inscrição para a Volta Internacional da Pampulha e estava me controlando com as próximas corridas. Mas todo mundo comentava que valia a pena.
E realmente vale. Vale por vários motivos: a estrutura da prova é muito boa. Não me lembro de ter visto algo tão grandioso. A começar pelo número de massagistas no evento. Vários patrocinadores e com isto vários brindes. E a inscrição com preço justo, sendo que posso reverter o valor em compras na própria drogaria.
No entanto, para mim teve uma sentido e um valor mais especial. Voltar às provas e completar meu porta-medalhas. Estar numa prova novamente motiva para os treinos e com isto decidi fazer minha lista do ano e resolvi deixar a preguiça de lado e ir para outras provas para treinar. Ver outras pessoas correndo faz com que você queira ir mais longe e ficar afastada disso faz com que você se afaste dos seus objetivos.
Com certeza o esporte coletivo gera motivação. E quando ele depende só de você, é importante se cercar de pessoas que tenham o mesmo objetivo. Então ir lá, encontrar os Loucos que Usam Tênis e mesmo que com a minha timidez eu fique mais na minha, isto me deixa feliz e me faz ficar mais motivada para continuar na corrida. E depois contar com um super show, nem o sol rachando, nem a gripe incomodando me deixou menos feliz. Então rumo à superação pessoal. Próxima corrida: Sicepot.
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