Leitura também faz bem para a saúde, né?! Na verdade, faz bem para alma, para a mente, para o nosso imaginário! Posso dizer que este ano tem sido de leituras. Cheguei a ler uns quatro livros num espaço de dois meses. E já estou prestes a pegar outro. Boa parte dos livros foi para me entender, me acalmar ou me fazer ver a vida de outra forma. Posso listar: A Arte de Ser Leve, O Poder do Agora, Ansiedade, O Homem mais Inteligente da História... Agora foi a vez de ler o livro: Quem me roubou de mim, do padre Fábio de Melo.
Decidi resenhar (mas nem tanto - mais falar sobre o que ele me fez pensar), pois acho que se o objetivo do blog é viver bem, este livro nos coloca algumas reflexões que valem a pena para deixar nossa saúde/vida melhor. Entre um longo discurso entre sequestrado e sequestrador (melhor não entrar no mérito para quem deseja ler o livro), vem alguns pontos que vejo como muito fortes nos dias atuais.
Eu sempre questiono esta educação atual de dar tudo ao filho, do permitir tudo. Cruzei com pessoas em meu caminho que, com este tipo de criação, acabam não tendo coragem para avançar na vida, ou, pior, esperam que o outro faça por eles, já que a mãe ou o pai sempre fizeram. Isto mina qualquer possibilidade de vida independente, ou cria uma pessoa que acha que a obrigação do outro seja sempre servir.
Abro parênteses aqui para falar da diferença entre não saber cozinhar e cuidar da casa e não saber se virar. Nem todo mundo precisa saber fazer essas coisas, mas precisa ter atitude para encontrar a alternativa nestes casos.
O livro questiona os amores descartáveis. Os amores idealizados. E isto é sério, hoje, a pressa não deixa com que as pessoas se conheçam. Ou talvez não queiram se conhecer. Segundo o padre, a idealização do amor romântico, dos contos de fada, tira as pessoas da realidade fazendo-as esqueceram que todos temos virtudes e defeitos, o que existe é sapo e gata borralheira. Tem um poeminha sobre isto fantástico no livro, estou rindo até agora.
E o mais grave é a nossa condição de não estar preparado para o não. Nada de errado em sonhar alto. Estamos numa sociedade que cobra sucesso. Mas e se o sucesso não acontecer? A maioria das pessoas não está preparada para isto.
Eu venho de uma sociedade que cobra casamento. As pessoas devem se formar, trabalhar, casar e ter filhos, ter casa, carros do ano. Isto é considerado sucesso e felicidade nesta sociedade. Mas e se viver numa casinha de sapé, andar descalço e viver do que produz for felicidade para a pessoa? Não posso considerar que ela é bem sucedida?
Na minha opinião se quiser viver bem e com a sua saúde mental, saia do padrão. Faça o que realmente te traz felicidade e não dinheiro. Ame sem se preocupar com que os outros irão pensar. Não pense muito. Não se cobre muito. Trace planos, mas saiba vencer os obstáculos! Caso não chegue aonde desejou, com certeza chegou em algum lugar diferente de onde estava. Não estrague a sua saúde por amores perdidos, carência, dinheiro. Principalmente por dinheiro! Mude conceitos! Reveja seus valores! Mude hábitos! Mude a mente! Viva!
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