Hoje eu fiz a corrida da Track&Field do Minas Tênis Clube. Optei por correr 4k e não me arrependi. A corrida mudou de horário e fazia tempo que não acordava antes das 5 com tanta disposição. Queria muito melhorar meu tempo, mas comecei até bem a semana, mas depois não consegui mais treinar. Quando vi o percurso no site ontem quase tive um troço, a corrida já começaria morro acima. Mas não deixo a peteca cair.
A corrida foi boa, consegui realmente ver evolução no meu pace. Sofri nos primeiros metros, acho que pode ter sido por ter começado já em subida. Mas consegui chegar no tempo planejado. Usei a meia de compressão dentro dos padrões recomendados pela angiologista. E a perna está super inteira.
Especificamente nesta prova, apostei num kit um pouco mais caro para pegar o porta medalhas, já que faltava espaço para as que já conquistei. E foi organizando as medalhas que comecei a ver o que havia conquistado, e as mudanças que aconteceram comigo nos últimos anos. E principalmente a responsabilidade que tenho todas as vezes que posto uma foto de treino, de corrida, de comida saudável.
Cada medalha me trouxe uma memória, a primeira sempre terá um canto especial, pois foi ali que comecei, mesmo que caminhando, a minha jornada. Foi ali que não aceitando em ficar em último lugar, fui treinando para terminar em segundo na faixa etária. Foi ali que transformei toda uma energia de desilusão em energia de superação. Depois a primeira corrida no Brasil. E a empolgação nas inscrições de prova.
Ao pegar na medalha da Meia de BH de 2016 me lembrei de que me inscrevi para 6k e que quando estava indo embora, vi senhoras ainda chegando e me senti envergonhada. A medalha da Volta Internacional da Pampulha representa a realização de um sonho, algo que quis muito durante muitos anos e não havia movido um dedo para que pudesse completá-la. E ano passado fui lá e fiz. A Meia da Asics. Esta foi realmente uma loucura, pouco treinamento, mas tinha em mente: quem faz 18, faz 21. Foram os 21 quilômetros mais sofridos da minha vida. Bolhas, dores, dias para me recuperar. Mas terminei. E a de hoje, que me deixou claro que se eu focar, eu reduzo o meu tempo.
Pensei que apesar de não correr rápido, inspiro pessoas. Assim como outras pessoas me inspiram. E ao enxergar isto, percebi que não posso desistir. Que são os posts que posto ou que sigo que me fazem seguir em frente. Assumi um compromisso comigo, mas também com outras pessoas. E por causa disso, não tem mais volta. Escolhas melhores precisam continuar sendo tomadas e as corridas de domingo não podem parar.
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