Já é domingo que vem! Nem acredito! O tempo voou. Aliás o ano passou como foguete. E quando chega esta época do ano a gente para e pensa, caramba, o que eu fiz? Eu tenho que pensar nisto mesmo, tive um ano inteiro para treinar e estou eu aqui, sem sentir minha evolução.
Tive alguns percalços pelo caminho. Quando comecei a me entusiasmar, fui proibida pelo médico até fazer novos exames. Com isto fui lá embaixo, e quando voltei, voltei com medo. Afinal de contas, alterações no coração fazem a gente rever a vida da gente. Quero correr por prazer, não para morrer.
Fui vencendo estes receios e as vezes penso que poderia dar mais de mim nas corridas, mas ao mesmo tempo sei que devo ser melhor do que fui ontem e não me comparar com outras pessoas, que talvez tenham uma história de vida ou histórico de esportes diferentes do meu. Então agora é treinar mais um pouquinho, mas não abusar. Afinal de contas, o importante é estar inteira no domingo.
Meu treino de domingo foi ótimo, e caso meu GPS tenha marcado tempo e quilometragem corretos, estou melhor do que imaginava. No entanto, as dores persistem. Na hora da prova, é a hora da prova. E mesmo que eu seja a última, eu pelo menos tive coragem de ir fazer. E isto me deixa feliz.
Estou num momento em que preciso rever vários pontos da minha vida. Rever posições e atitudes. E se a corrida pode me dar um pouco de prazer ou de expectativas de mudança, eu tenho mais é que agradecer, pois segui por um caminho viciante, mas de pessoas incríveis, que se superam a cada dia e motivam outras pessoas.
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