Estranho isto, mas passei a vida
fugindo e ao mesmo tempo em busca de um esporte que me completasse. Na escola,
detestava educação física e quando o jogo era queimada (dois times, um sempre
jogando a bola para o outro lado para que toque/queime um integrante do time adversário,
até acabar todos os integrantes do outro time), nunca tive força para
arremessar a bola, mas ninguém me pegava. Corria bem e tinha reflexo. Mas isto
era quando eu tinha uns 8 ou 9 anos de idade.
Os anos me levaram à fugir da
academia, sonhar com a corrida, fazer escalada, arriscar no stand up
padleboarding e por aí vai. Mas a idade também me fez ver que preciso me
cuidar, que meu futuro depende do que eu faço hoje. Então morando no exterior
acabei entrando para a academia e comecei a tomar gosto pelo esporte. Ou pelo
menos a consciência de que preciso praticar algum.
Voltando ao Brasil, o primeiro passo
foi me matricular em uma academia. Confesso que ainda não faço por prazer não,
mas foi a forma de fazer algo além de trabalhar. Sempre vejo alguém e nem que
seja um sorriso dá pra ser trocado neste ambiente. Fiz natação, musculação,
boxe, e aula de corrida.
E agora, finalmente, estou me
aventurando nas provas de corrida. Lentamente eu vou dando os meus primeiros
passos e completando minhas primeiras provas de 5K. Comecei por uma série de
três provas ainda em Auckland, na Nova Zelândia, a Westfield Run Series Albany.
Entrei no susto e fazendo caminhada. Caramba! Passei uns três dias sentindo
dores no corpo, sem contar a humilhação de ver as pessoas “com mais experiência
do que eu” (leia-se idade) passando na minha frente ou correndo. Sei que em 40 dias reduzi meu tempo e acabei
chegando entre os primeiros lugares da minha categoria. Foi motivo de orgulho
imenso.
Na semana passada participei da
etapa de Inverno do Circuito das Estações e, com algum esforço cruzei a linha
de chegada. Fiquei feliz, consegui apoio de corredores mais experientes e
voltei empolgada. Caminhei quando ficou mais complicado. O importante era
chegar. E amanhã já estou prestes para participar de outra corrida.
Não sei como vai ser, talvez nem
melhor nem pior do que na semana passada. E nem sei por quanto tempo irei
continuar nesta. Mas sei que o esporte é tudo, não importa a modalidade. Ele é
remédio para a cura de vários males e a prevenção de outros tantos. E é assim
que estou neste momento: em busca de uma vida saudável e feliz.
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